Aposto que todo mundo que já precisou usar um computador em qualquer universidade pública sabe bem da dificuldade de se obter sucesso nessa tarefa... Imagino que a situação encontrada para a sala dos computadores é uma das seguintes:
A - Ela está fechada por um motivo qualquer (o último lá na J foi que a funcionária que tomava conta do LEPAC se demitiu depois de passar para a Petrobrás. Se eu fosse ela, com certeza faria o mesmo!)
B - Mais da metade (normalmente dois terços ou ainda mais) dos pcs estão ou em um estado tão precário que utilizá-los demanda paciência e força de vontade sobre-humanas, ou simplesmente eles não funcionam (vide biblioteca do CT e do CCMN, respectivamente)
C - As máquinas são maravilhosas, de última geração. Com certeza mais rápidos que as que se costuma ter em casa. E estão disponíveis no exato momento que qualquer um quiser utilizá-las. Mas só existe um problema: para que você ia querer um PC sem acesso a internet, que só permite que se abram os sites internos da universidade?! Para abrir aquele e-mail que tem todo o seu trabalho dentro ou fazer uma pesquisa de última hora é que não.... (que é o caso da biblioteca do NCE)
Por isso, não posso deixar de colocar a transcrição de uma palestra que foi dada na USP e que talvez explique o porquê disso acontecer.... 
Aspectos psicológicos dos problemas espirituais dos computadores
por Allan Douglas R. de Oliveira
(Transcrição de palestra proferida em 20/06/06 no anfiteatro da Engenharia Elétrica da POLI-USP)
Bom dia a todos, bom dia à bancada.
Meu nome é Allan, sou graduando da engenharia elétrica da poli. Estou honrado em ter uma platéia tão qualificada para poder passar um pouco de meu conhecimento em informática acumulado durante 8 anos trabalhando com essa área, e principalmente para apresentar minhas teorias sobre o problemas psicológicos e espirituais dos computadores, que são idéias e questões analisadas unindo a psicologia e a engenharia. Eu me baseei em vários psicólogos e filósofos para elaborar este enfoque que vou apresentar, mas o principal foi Freud devido ao seu estudo da sexualidade.
Esta palestra também é uma prestação de contas aos polijuniores. Eu sou o administrador de redes da Poli Júnior, e muitas vezes a internet e os computadores falham, dão pau, como se diz no dia-a-dia. Espero neste breve discurso esclarecer a causa desses problemas e como evitá-los.
Primeiramente é preciso deixar claro que o computador é uma máquina criada pelo homem para realizar tarefas diversas, e seus principais problemas espirituais são decorrentes da ação humana, do uso e do abuso pelo homem, e pelo adolescente. O primeiro problema apresentado pelos computadores que vou mostrar é o que eu chamo de “corrupção precoce da memória”, causado pelo contato com determinados arquivos, como algumas fotos e vídeos pornográficos. Essa corrupção da memória é uma corrupção da alma, uma “formatação da inocência” de computadores muito novos, com poucos meses de funcionamento, sem maturidade para processar esses tipos de dados.
Esses traumas de infância são agravados pelo acesso promíscuo à internet causado pela busca do usuário aos tais arquivos indecentes. Se a troca de dados é feita sem proteção, de um antivírus por exemplo, o computador é exposto a programa maliciosos e contagiosos, como o vírus gagaIV, que se aproveita da falta de defesa do jovem computador, levando-o ao mal funcionamento. A situação fica crítica quando o usuário induz esse computador a acessar arquivos piratas, ilegais. Vocês já devem ter visto aquela falha: “Este programa executou uma operação ilegal e será fechado”. É isso. Esse é um dos sintomas da contaminação, da corrupção da memória. Da corrupção da alma.
Um outro fator de desequilíbrio computacional é carência de desfragmentação do disco causada pelo descaso do usuário, do dono do computador. Se não houver cuidados, os arquivos do HD ficam inevitavelmente fragmentados, espalhados, sem uma unidade. Mas que arquivos são esses? São arquivos que fazem parte da memória, participam da própria essência do computador, é o ego, o Eu. Se pudéssemos fazer um mergulho introspectivo no computador, o que ouviríamos? Ele perguntaria: “Quais desses vários pedaços sou eu? Existe realmente um eu? Será que existo?” Neste caso, o computador não está se encontrando em seu próprio disco. Essa personalidade fragmentada leva a um niilismo auto-destruidor, há um redirecionamento de todos os impulsos elétricos reprimidos pela “corrupção precoce da memória” contra si mesmo, causando um mal funcionamento geral, e até perda total.
Esses problemas espirituais e psicológicos do computador são culpa nossa, pois eles fazem apenas o que nós mandamos. Então precisamos analisar a nossa postura pessoal, primeiramente com o computador que temos em casa, e perguntarmos: “Será que estou desfragmentando o disco regularmente? Esses arquivos são saudáveis para meu computador?”
Após cada um analisar sua atitude doméstica, podemos partir para outros lugares como, por exemplo, a Poli Júnior. Então, em uma situação hipotética, podemos ter o seguinte sintoma: A internet está lenta. Está dando pau. Então investigamos: Será um congestionamento devido à transferência excessiva de arquivos? De que tipo? Serão arquivos importantes, relevantes, fruto do trabalho sério dos membros, ou será que esse uso da internet é porque alguém está distribuindo um desses _vídeos caseiros pervertidos_(*) que fazem por aí?
Os computadores não são bons nem maus, são ferramentas inocentes. O pau vem de nós.
Pensem nisso.
p.s.: Não me perguntem o que ele quis dizer com a penúltima frase. Não mesmo..... Leiam interpretem e respondam hehehe
p.s.2: fonte do texto - Post do Revan no forum do CIMF
Allen & Lande - Truth of our time (sim Zaga, você estava certo. Esse cd é fooooda!!!!!!!!)
Escrito por Antonio às 19h44
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